terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Outro Natal! Já?!

Confesso que ainda não estou a experimentar aquele entusiasmo tão típico do Natal. Sei que vai surgir, mas por enquanto continuo a resistir à tentação de fazer a árvore e de decorar a casa a preceito. Há, no entanto, uma vozinha que me pergunta constantemente se o Natal está quase a chegar e quando é que os duendes vão fazer a nossa árvore.
Como não tenho sido assídua por aqui, guardo na gaveta os registos de muitos trabalhos que tenho feito ao longo destes últimos meses. Estas almofadinhas, por exemplo, foram um dos presentes que fiz para oferecer no último Natal e, sem falsas modéstias, ficaram um verdadeiro apetite!  Tinham que sair da gaveta! 


quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

Capuchinho vermelho

Não sei quantos posts tenho na mente, nem tão pouco sei se todos verão a luz do dia, não sei se terei tempo e meios para fazer/fotografar/costurar/cozinhar/desenhar tudo aquilo que imagino, mas há coisas que tenho mesmo que ir partilhando entre os minutos bem contados dos meus dias.
Os anos da C. já foram há algum tempo… felizmente ficaram as fotografias do bolo que lhe fiz. O capuchinho vermelho faz parte do imaginário infantil há muitas gerações e não há criança que não goste de ouvir esta história. Numa rápida busca pelo tema, encontrei algumas imagens e ideias que podem servir de inspiração.







 
Fonte das últimas quatro fotografias: Pinterest

terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Foi no dia em que fez anos

As idas ao fotógrafo no dia do meu aniversário sempre fizeram parte dos festejos. Agora olho para as fotografias que me foram tiradas ano após ano e consigo perfeitamente localizá-las no tempo, gosto tanto disso.
Contrariamente ao que seria de esperar, o dia em que o S. fez três anos não foi quente nem soalheiro, e também não foi menos bonito por isso. O jardim para onde íamos estudar nos tempos de faculdade, ganhou novas cores e brilho com as fotografias da Mariana.
O S. soprou a vela dos três anos junto à cascata, debaixo de chuva miudinha, enquanto protegíamos a chama com as mãos, por fim todos comemos panquecas, que são o seu bolo preferido. A vida é feita destes momentos felizes.
(fotografias de Mariana Megre)





quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

“Quando for grande quero ser… hum, hum, já sei! ELEFANTE!”

As listas de material escolar crescem com as nossas crianças, de ano para ano são sempre maiores. O dossier era um dos itens da lista deste ano e havia um requisito adicional, teria que ser decorado em conjunto pelos pais e filhos. Eu que tenho sempre a cabeça a fervilhar de ideias, desta vez estava em branco (acontece poucas vezes!).
Mas nesse dia ia na rua com o Simão pela mão, quando começámos a falar sobre profissões. Perguntava ele: “E a mamã o que é?”, “E o papá?”, “Ah, o que é cientista, mamã?”, “Quando for grande quero ser… hum, hum, já sei! ELEFANTE!”. Não podia deixar passar esta!
Desenhei um elefante, recortámo-lo e ele pintou-o com pouca a dedicação para artes que lhe é característica, ao mesmo tempo que piscava o olho aos desenhos animados que passavam na televisão. Juntámos uns recortes de papel ilustrado, washi tape e uns balões em que escrevi a dita conversa. Daqui a uns anos vai ser giro recordar as ideias fantásticas que ele tem aos três anos!
Ah, esquecia-me de acrescentar que com a mesma idade eu queria ser trapezista. Ninguém diria que tenho imensas vertigens!


sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Por fim regressámos

Quero guardar a imagem de Taormina como um dos sítios mais bonitos onde já estive. A cidade que não se via ao longe, que parecia quase inacessível, é espantosa e cosmopolita, como há poucas na ilha. As casas pintadas em vários tons de ocre, laranja e rosa estavam quase todas floridas. Ao longe, sempre vigilante, avistava-se o vulcão, e perto, bem perto, o mar de um azul tão intenso, como eu nunca tinha visto.
Um passeio pelas ruelas e escadinhas levou-nos ao teleférico, que por sua vez nos levaria até ao mar.  Embora as praias da Isola Bella sejam de seixos, a recompensa que se tem ao chegar à água é inigualável. Quente e transparente como o cristal, peixes coloridos por todo o lado, ficaria ali de molho para sempre!
Ainda houve tempo para subir ao Etna, o único vulcão em actividade da Europa. A paisagem é negra e imponente, está em constante mutação.
 Parque Arqueológico Neapolis estava bem perto de nós, em Siracusa, por isso mesmo ficou para último. Na versão do pequeno turista que eu levava pela mão, os anfiteatros gregos e romanos serviam para fazer festas de Natal e de final de ano. Eram festas fantásticas, até tinham leões e elefantes! Não o corrigimos, a imaginação serve para isso mesmo.
Chegou finalmente o dia em que a tão desejada viagem de regresso foi marcada. Em menos de nada, os brinquedos de casa voltaram a ser desarrumados e a escola recomeçou.








quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

"Manicela" à solta na Sicília

Viajar com crianças é um desafio, mas o Simão faz parte da nossa bagagem desde que existe. Nunca lhe negaríamos a oportunidade de abrir os olhos para o mundo. Rapidamente chegámos à conclusão de que viajar com ele pode não ser complicado, afinal há crianças em todo lado!
Sempre foi muito fácil. Enquanto mamava as refeições dele estava permanentemente prontas e aquecidas. Quando deixou de o fazer, começámos a comprar boiões de sopa no supermercado e fruta fresca. Juntando água a ferver aos boiões, eles ficam com uma textura relativamente agradável. Come desde muito cedo fruta com casca e o que ele gosta de comer uns bagos de uva dentro do copo de lavar os dentes!
No entanto, esta última viagem trouxe-nos uma novidade com a qual não contávamos: varicela ("manicela", segundo o próprio). Ao terceiro dia de viagem acordou, olhou-se ao espelho e disse: "Oh não, hoje não estou lindo!"; as borbulhas não engavam. Uma visita ao médico confirmou. Estávamos em Siracusa, felizmente o lado oriental da ilha é definitivamente mais apelativo.
Ortígia é uma pequena ilha, mas curiosamente é o centro de Siracusa, a cidade mais próxima. Tem as lojas mais giras, os melhores sítios onde comer e é lá que mora o mercado da cidade. Lembro-me de um noite quente em que jantámos num restaurante, cuja sala de refeições era um terraço. Esse terraço era enorme repleto de laranjeiras. Era noite e fazia muito calor. Enquanto comíamos pizza e ouvíamos os pedidos num italiano corrido, quase incompreensível, choviam flores de jasmim dentro dos nossos pratos.
Por lá teríamos que continuar até nos deixarem regressar.







quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Sicília (parte I)

Vou contar um pouco da nossa recente viagem, mas terá que ser por partes!

A escolha da Sicília como destino de viagem foi mais ou menos consensual. Cá em casa há sempre um que puxa para a civilização e outro que puxa para a aventura (eu!).

Naquela zona de Itália atraíam-me as heranças históricas de tantas civilizações que por lá passaram, o dolce far niente muito mais notório do que em qualquer outra região italiana, a temperatura da água e a comida, por ser resultado de tantas confluências.

O calor intenso e seco que senti ao sair pela porta do avião, deixou-me incapaz de apreciar aquela terra cor de terra e de ver qualquer tipo de beleza na paisagem quase desértica.

Daquele dia guardo a imagem aterradora do único pôr-do-sol sobre o mar que vi na Sicília (assisti a todos os outros no outro lado da ilha), o sabor de uma gelado gigante habilmente acomodado num brioche igualmente grande e as memórias de uma pasta con le sarde, que não esquecerei tão cedo.

Em Palermo percorremos o mercado, enquanto os meus olhos saltitavam de banca em banca, dos legumes, para as frutas, dos peixes para as ervas... Aquilo era a verdadeira Sicília. Teria sido óptimo ter um local onde pudesse confeccionar todos os ingredientes que por ali encontrava, muitos deles completamente desconhecidos. Comprámos figos-da-índia e só depois percebemos que essa será por ventura a fruta mais vulgar por aquelas paragens.

A primeira ida à praia não deixou boas recordações. Debaixo de um sol abrasador, teria sabido bem que a água fosse fresca, mas não, estava quase tão quente como o ar. O areal era surpreendemente sujo e muito mais pequeno do que imaginara. Talvez as outras fossem diferentes, pensei eu!

Olhei para a gradiosidade do Vale dos Templos com a visão deturpada pela imagem de Agrigento. Por certo, quando os gregos ali estiveram, não existia uma cidade tão pouco atraente nas proximidades. Abstraindo-me disso, fico na dúvida se é o misticismo do vale que torna os templos tão fantásticos, ou se são estes que tornam o vale tão místico.

Não sairíamos da Sicília tão cedo, mas não sabíamos disso.