sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Branco, encarnado e verde

Já é Natal, respiramos essa magia por todos os poros e o branco, o encarnado e o verde escuro estão por toda a parte.  Projecta-se uma noite que passa tão rapidamente como as outras e não deixa por isso de ser a mais especial de todas.
Entre alguma coisas feitas por mim e outras que me servem de inspiração, vou pintar os próximos posts com cores de Natal.
Uma fita de chucha que fiz há algum tempo e que se enquandra tão perfeitamente nesta época:

Uma coroa de azevinho que coloquei à porta da casa dos meus pais e para a qual bastaram umas quantas ramagens de azevinho dobradas em círculo (Nota: comprei-as numa loja chinesa).


Uma brincadeira divertida, enquanto a Noite não chega
(créditos Fabnfree)

Uma ideia tão gira para embrulhar os presentes e que por si só já é um presente!
(créditos Skootsandcuddles)
Nota: O blog tem outras ideias incríveis para embrulhos!


Etiquetas que dão um jeitão na hora em que os presentes forem distribuídos.
(créditos Sanaeishida)




terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Experiências e "reincidências" culinárias

“Mamã, ainda é finchemana?” – Perguntou o Simão ontem à noite, mesmo antes de se deitar. Um fim-de-semana de três dias onde coube tanta coisa! Passeios, mercados de Natal, mimos, corridas de carrinhos sobre a manta de pêlo quentinho, ensaios com os sapatos feijão que guardamos para os dias especiais, experiências culinárias e “reincidência” culinária.
Sigo muitos cozinheiros e tenho sempre uma lista enorme de receitas por experimentar. Por esse motivo, só nestes últimos três dias experimentei duas receitas fantásticas da Joana Roque, uma Pie de Vaca e Cerveja, e uns espetos de lombinhos de porto com salada de couscous e grão, e uma receita de pão de baunilha recheado com chocolate, da Mafalda Pinto Leite. Reincidi nas panquecas!
Esta receita de pão de baunilha recheado com chocolate foi concretizada de uma forma ligeiramente diferente daquela que a receita indicava. Lembrei-me da técnica de cozer pão dentro de uma panela previamente aquecida no forno bem quente. Usei um tacho de barro, cuja tampa retirei dez minutos antes do termo da cozedura, altura em que salpiquei o pão com um punhado de açúcar mascavado. A partir desse momento acabaram-se as palavras!




terça-feira, 25 de novembro de 2014

Outro Natal! Já?!

Confesso que ainda não estou a experimentar aquele entusiasmo tão típico do Natal. Sei que vai surgir, mas por enquanto continuo a resistir à tentação de fazer a árvore e de decorar a casa a preceito. Há, no entanto, uma vozinha que me pergunta constantemente se o Natal está quase a chegar e quando é que os duendes vão fazer a nossa árvore.
Como não tenho sido assídua por aqui, guardo na gaveta os registos de muitos trabalhos que tenho feito ao longo destes últimos meses. Estas almofadinhas, por exemplo, foram um dos presentes que fiz para oferecer no último Natal e, sem falsas modéstias, ficaram um verdadeiro apetite!  Tinham que sair da gaveta! 


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Capuchinho vermelho

Não sei quantos posts tenho na mente, nem tão pouco sei se todos verão a luz do dia, não sei se terei tempo e meios para fazer/fotografar/costurar/cozinhar/desenhar tudo aquilo que imagino, mas há coisas que tenho mesmo que ir partilhando entre os minutos bem contados dos meus dias.
Os anos da C. já foram há algum tempo… felizmente ficaram as fotografias do bolo que lhe fiz. O capuchinho vermelho faz parte do imaginário infantil há muitas gerações e não há criança que não goste de ouvir esta história. Numa rápida busca pelo tema, encontrei algumas imagens e ideias que podem servir de inspiração.







 
Fonte das últimas quatro fotografias: Pinterest

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Foi no dia em que fez anos

As idas ao fotógrafo no dia do meu aniversário sempre fizeram parte dos festejos. Agora olho para as fotografias que me foram tiradas ano após ano e consigo perfeitamente localizá-las no tempo, gosto tanto disso.
Contrariamente ao que seria de esperar, o dia em que o S. fez três anos não foi quente nem soalheiro, e também não foi menos bonito por isso. O jardim para onde íamos estudar nos tempos de faculdade, ganhou novas cores e brilho com as fotografias da Mariana.
O S. soprou a vela dos três anos junto à cascata, debaixo de chuva miudinha, enquanto protegíamos a chama com as mãos, por fim todos comemos panquecas, que são o seu bolo preferido. A vida é feita destes momentos felizes.
(fotografias de Mariana Megre)





quinta-feira, 25 de setembro de 2014

“Quando for grande quero ser… hum, hum, já sei! ELEFANTE!”

As listas de material escolar crescem com as nossas crianças, de ano para ano são sempre maiores. O dossier era um dos itens da lista deste ano e havia um requisito adicional, teria que ser decorado em conjunto pelos pais e filhos. Eu que tenho sempre a cabeça a fervilhar de ideias, desta vez estava em branco (acontece poucas vezes!).
Mas nesse dia ia na rua com o Simão pela mão, quando começámos a falar sobre profissões. Perguntava ele: “E a mamã o que é?”, “E o papá?”, “Ah, o que é cientista, mamã?”, “Quando for grande quero ser… hum, hum, já sei! ELEFANTE!”. Não podia deixar passar esta!
Desenhei um elefante, recortámo-lo e ele pintou-o com pouca a dedicação para artes que lhe é característica, ao mesmo tempo que piscava o olho aos desenhos animados que passavam na televisão. Juntámos uns recortes de papel ilustrado, washi tape e uns balões em que escrevi a dita conversa. Daqui a uns anos vai ser giro recordar as ideias fantásticas que ele tem aos três anos!
Ah, esquecia-me de acrescentar que com a mesma idade eu queria ser trapezista. Ninguém diria que tenho imensas vertigens!


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Por fim regressámos

Quero guardar a imagem de Taormina como um dos sítios mais bonitos onde já estive. A cidade que não se via ao longe, que parecia quase inacessível, é espantosa e cosmopolita, como há poucas na ilha. As casas pintadas em vários tons de ocre, laranja e rosa estavam quase todas floridas. Ao longe, sempre vigilante, avistava-se o vulcão, e perto, bem perto, o mar de um azul tão intenso, como eu nunca tinha visto.
Um passeio pelas ruelas e escadinhas levou-nos ao teleférico, que por sua vez nos levaria até ao mar.  Embora as praias da Isola Bella sejam de seixos, a recompensa que se tem ao chegar à água é inigualável. Quente e transparente como o cristal, peixes coloridos por todo o lado, ficaria ali de molho para sempre!
Ainda houve tempo para subir ao Etna, o único vulcão em actividade da Europa. A paisagem é negra e imponente, está em constante mutação.
 Parque Arqueológico Neapolis estava bem perto de nós, em Siracusa, por isso mesmo ficou para último. Na versão do pequeno turista que eu levava pela mão, os anfiteatros gregos e romanos serviam para fazer festas de Natal e de final de ano. Eram festas fantásticas, até tinham leões e elefantes! Não o corrigimos, a imaginação serve para isso mesmo.
Chegou finalmente o dia em que a tão desejada viagem de regresso foi marcada. Em menos de nada, os brinquedos de casa voltaram a ser desarrumados e a escola recomeçou.