sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Querem uma receita óptima de Bolo Rainha?

Talvez não seja o dia certo para assumir que não gosto mesmo nada de Bolo Rei. As passas e as frutas cristalizadas são um pesadelo para mim, não há como negar.
Como gosto de alguns Bolos Rainha, experimentei fazê-lo pela primeira vez este ano. A experiência foi bastante bem sucedida, embora exija uma elevada dose de paciência e tempo.

Receita:
Desfiz 40 gramas de fermento de padeiro em 130 gramas de leite tépido. Deixei repousar um pouco, de modo a activar o fermento. Ralei uma clementina e um limão para o mesmo recipiente, aromatizei com sementes de baunilha e juntei 70 gramas de manteiga amolecida.
Num recipiente à parte bati 3 gemas de ovo, juntei 80 gramas de açúcar, o sumo da clementina, um pouco de vinho do Porto. Fui-lhe juntando o preparado anterior, à medida que os envolvia com uma vara de arames.
Acrescentei 420 gramas de farinha e amassei até descolar das mãos. Tapei e deixei a massa crescer durante cerca de quarenta minutos. Quando atingiu aproximadamente o dobro do tamanho, estiquei-a até ficar em forma de um rectângulo, com cerca de um centímetro e meio de espessura (mas sem pressionar muito com o rolo da massa!).
Cortei o rectângulo longitudinalmente e polvilhei generosamente cada uma das partes com amêndoas torradas laminadas, nozes pecã em pedaços, avelãs torradas em pedaços e chocolate negro cortado em pedaços. Distribui um preparado de açúcar granulado e manteiga amolecida por cima.
Enrolei cada uma das partes do rectângulo como se fossem tortas, belisquei-as um pouco para não abrirem, e entrelacei-as em espiral. Formei uma rodilha e deixei novamente a repousar durante cerca de quarenta minutos.
Antes de levar para o forno previamente aquecido a 180 graus, decorei com mais amêndoas e avelãs torradas, nozes pecã e pepitas de chocolate, e pincelei com gema de ovo batida num pouco de leite. Deixei cozer sem abrir o forno durante cerca de trinta e cinco minutos.
Uma vez arrefecido, decorei com fios de ovos e descobri o meu Bolo Rainha favorito!


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Do Porto e do melhor que está para vir

No final de cada ano nunca faço balanços. Bom e mau há todos os anos. Mais vale guardar o bom junto do coração, arrumar o resto numa gaveta bem fechada e atirar a chave fora. Acredito sempre que o melhor está para vir! Esta convicção não me tem deixado ficar mal.
Encerrei o ano com uma visita ao Porto, cidade que não visitava há algum tempo. Valeu a pena ver como está vibrante e renovada, tal como desejo que o novo ano seja.
Feliz ano novo!

Loja de sementes na Rua Sá da Bandeira


Mercado do Bolhão

Armazém dos Linhos - Uma loja a não perder!


"Sou de todas as cores
De lã, seda e algodão
Quem não me perde
Anda sempre na perfeição"
Adélia Carvalho

Cais da Ribeira



Serralves, sempre Serralves

Foz






quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Um último DIY de Natal

Para fazer este quadro não é preciso ser um Picasso. Poderia ter escrito uma simples mensagem, sem qualquer desenho, que ficaria bonito na mesma. Nada mais fácil!


Material que usei:

  • Uma tela;
  • Tinta da cor pretendida;
  • Spray dourado;
  • X-acto;
  • Luzes de Natal.

Tutorial:
Comecei por escrever a mensagem (esta foi simples e impessoal, porque era para uma montra). Depois pintei a ramagem, salpiquei-a com o spray dourado e deixar secar. Com a ajuda de um x-acto, fiz pequenos cortes na zona marcada pelo spray e inseri uma luzinha em cada corte.
Por fim acendi as luzes e deixar-me encantar pela maravilhosa luz do Natal.
Experimentem, ainda vão a tempo! "Festas Felizes"!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O que há para comprar em Estrasburgo

É rara a viagem que faço sem um "estudo" prévio das lojas que há no destino para onde vou. «Coisas de mulher», dizem os homens. Que seja! Desta vez descuidei-me no "estudo", fui às cegas. Como é possível?
Não se pode dizer que Estrasburgo tenha muito por onde escolher, mas fiquei derretida com Le Petit Souk. O site revela um pouco daquele antro de perdição e felizmente os portes de envio dissuadem as encomendas compulsivas!


Uma outra loja imperdível para viciadas em costura como eu, é a La Droguerie. Conhecia-a das páginas da Marie Claire Idées, mas ao vivo e a cores o fascínio assume outras proporções.


Resisti estoicamente às tentações e saí de lá com umas modestas fitas e debruns. Por esta altura as fitas já estão transformadas em vistosos laçarotes no cabelo da Carminho. Os debruns, por sua vez, serviram-me para fazer fios e pulseiras.

  


A boa notícia é que qualquer uma das duas lojas existe noutras cidades francesas além de Estrasburgo!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Antes de Estrasburgo cheirar a Natal

Estrasburgo já deve estar completamente tomada pelo espírito natalício. A ramagem do enorme abeto, que é a imagem de marca do mercado de Natal (Christkindelsmärik - desde 1570), estava a ser tratada há algumas semanas. Muitos dos efeites de barro que secavam em grandes tabuleiros, por estas horas já foram pintados, vendidos e pendurados. A cidade deve estar tomada pelo frio e pelo cheiro a vinho quente, queijo e chocolate. 
Lá viveram personagens tão célebres como Gutenberg, Erasmo, Goethe ou Calvino. É curioso pensar que naquela cidade alsaciana, tão poética e acolhedora, quase infantil, são tomadas muitas das principais decisões para a vida dos europeus.
Estrasburgo conhece-se facilmente a pé, mesmo com uma criança pela mão!

Carrocel da Place Gutenberg

Zona envolvente da Catedral

Formas de Kougelhopf (bolo tradicional da Alsácia)

Zona envolvente da Catedral

Orangerie

Parlamento Europeu

Petite France

Pontes cobertas


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Branca e fofa como a neve - DIY

O Natal estimula a minha criatividade como nenhuma outra época do ano.
Como há pouco tempo estive alguns dias em Estrasburgo, uma cidade onde se respira Natal, vim de lá cheia de ideias! Foi de lá, da Sostrene Grene, que trouxe os primeiros enfeites. Não conhecia e fiquei deslumbrada! Se por um lado tenho pena de não termos essa loja em Lisboa, por outro reconheço que não iria resistir as tantas coisas lindas.


Infelizmente a minha criatividade esbarra quase sempre com o pragmatismo do pequeno Simão. Para o caso de me apetecer fazer uma árvore diferente, ele avisou-me logo que a queria grande e verde! No dia 1 de Dezembro pusemos mãos à obra.
Se há coisas que eu não gosto numa árvore de Natal artificial, é que se vejam os pés dela. Este ano tive uma ideia para tapar essa parte menos estética que quero partilhar com quem me lê, além de ser fácil, resultou muito bem: 
- Cortei um círculo grande de dracalon bem grosso (aproximadamente 70 cm de raio);
- Fiz-lhe uma pequena abertura ao centro (suficiente para fazer passar o pé da árvore);
- Com a ajuda de uma tesoura, recortei o perímetro de modo a ficar com a ilusão de ser neve a escorrer.
A base branca veio tapar os pés da árvore de Natal na perfeição. Parece neve branca e fofa!
 





Aos novos enfeites juntei algumas das mil e uma decorações que acumulo de ano para ano. Vão todas conviver harmoniosamente até ao Dia de Reis.



quarta-feira, 6 de julho de 2016

De amor e de cor se faz uma festa

Gosto de sentir que as festas de anos do Simão saem da minha cabeça e das minhas mãos. É amor que se transforma em cor, alegria e açúcar!
Até agora ele ficava feliz com uma festa, mas os festejos deste ano prolongaram-se por uma (interminável) semana. Por vontade do aniversariante festejávamos os cinco anos e duas semanas, os cinco anos e um mês e daí em diante...
A festa na casa dos avós foi, como é costume, pensada em cima da hora, mas o principal pedido do aniversariante foi cumprido. O bolo tinha que ter animais.