sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Branca e fofa como a neve - DIY

O Natal estimula a minha criatividade como nenhuma outra época do ano.
Como há pouco tempo estive alguns dias em Estrasburgo, uma cidade onde se respira Natal, vim de lá cheia de ideias! Foi de lá, da Sostrene Grene, que trouxe os primeiros enfeites. Não conhecia e fiquei deslumbrada! Se por um lado tenho pena de não termos essa loja em Lisboa, por outro reconheço que não iria resistir as tantas coisas lindas.


Infelizmente a minha criatividade esbarra quase sempre com o pragmatismo do pequeno Simão. Para o caso de me apetecer fazer uma árvore diferente, ele avisou-me logo que a queria grande e verde! No dia 1 de Dezembro pusemos mãos à obra.
Se há coisas que eu não gosto numa árvore de Natal artificial, é que se vejam os pés dela. Este ano tive uma ideia para tapar essa parte menos estética que quero partilhar com quem me lê, além de ser fácil, resultou muito bem: 
- Cortei um círculo grande de dracalon bem grosso (aproximadamente 70 cm de raio);
- Fiz-lhe uma pequena abertura ao centro (suficiente para fazer passar o pé da árvore);
- Com a ajuda de uma tesoura, recortei o perímetro de modo a ficar com a ilusão de ser neve a escorrer.
A base branca veio tapar os pés da árvore de Natal na perfeição. Parece neve branca e fofa!
 





Aos novos enfeites juntei algumas das mil e uma decorações que acumulo de ano para ano. Vão todas conviver harmoniosamente até ao Dia de Reis.



quarta-feira, 6 de julho de 2016

De amor e de cor se faz uma festa

Gosto de sentir que as festas de anos do Simão saem da minha cabeça e das minhas mãos. É amor que se transforma em cor, alegria e açúcar!
Até agora ele ficava feliz com uma festa, mas os festejos deste ano prolongaram-se por uma (interminável) semana. Por vontade do aniversariante festejávamos os cinco anos e duas semanas, os cinco anos e um mês e daí em diante...
A festa na casa dos avós foi, como é costume, pensada em cima da hora, mas o principal pedido do aniversariante foi cumprido. O bolo tinha que ter animais.






segunda-feira, 18 de abril de 2016

Não parece, mas já é Primavera

Se comparasse o Carminho Handmade com uma planta, poderia compará-lo com um cacto, para se manter vivo não tem precisado de muitos cuidados, mas quando os tem fica mais viçoso e cresce! Hoje decidi vir "regar o cacto", que é como quem diz "escrever qualquer coisinha"!

Por muita vontade que tenha de começar a vestir o mini-homem com roupas mais primaveris, esta Primavera envergonhada não me tem ajudado a cumprir essa vontade... Então pensei num conjunto adequado à época em que nos encontramos, que pode ser facilmente complementado com um casaco ou com uma camisola. 
Camisa: Piupiuchick Calças: Zara Calçado: Primark
 
 



















 Uma outra parte de cima que ficava mesmo bem com aquelas calças e com aquelas alpercatas, era esta:
T-shirt: Nicoli
  




















Se o dia estiver feio e fizer algum frio, podemos acrescentar este casaco:
Casaco: Gap

                                                                 
                    



                                                                                                                                          









segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O meu Catboy é melhor que o original



Propus-lhe muitas outras opções para o disfarce de carnaval. Ficou reticente quanto a todas... apenas mostrou algum interesse pelo de polvo. Por fim decidiu que o que queria mesmo era ser um Catboy (dos PJMasks, ou “Vijeimax” nas palavras do próprio). Antes de deitar as mãos à cabeça perante aquela ideia tão disparatada, quanto difícil de concretizar, mergulhei na internet, muni-me de feltro e abasteci-me de paciência.
Não aprecio super-heróis, mas nestes assuntos tenho uma postura semelhante àquela que tenho em relação aos doces: se é para ele comer, pelo menos que seja eu a fazê-los! Assim sempre posso evitar algum excesso.



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

"A pintura para mim não é um passatempo, é uma exigência."

As aulas de pintura que tive na adolescência eram momentos mágicos. Costumava chegava ao atelier a meio da tarde e por lá ficava até escurecer. Por vezes íamos para a beira do Tejo desenhar com pequenos pauzinhos de carvão. Quando a mão fugia, apagávamos com miolo de pão!
Lembro-me que a minha professora não gostava particularmente da palavra inspiração. "A pintura para mim não é um passatempo, é uma exigência.", dizia sempre. A mão e os olhos precisam de ser educados.
O porte elegante, porém austero e despojado, da Maria Lucília Moita sentada em frente ao cavalete e o cheiro dos óleos inebriavam-me. As cores que usava não eram vibrantes, mas eram verdadeiras, cruas. A natureza que mais gostava de pintar não era feita de flores e passarinhos, era feita de velhos troncos de oliveira e de pedras gastas pelo tempo.  O atelier onde generosamente me ensinou a pintar (e a olhar) não fazia parte deste mundo e o que lá aprendi foi tanto.

"Casas Brancas de Carreiras" (1972) - Maria Lucília Moita
Auto-retrato - Maria Lucília Moita

Maria Lucília Moita - 1994  


 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A medida dos sonhos

Na ingenuidade dos quatro anos diz que quer ser um “paleontólogo de sucesso” e nós respondemos-lhe que pode ser o que quiser, basta esforçar-se para isso. A resposta que lhe damos pode ser também ela um pouco ingénua, mas dir-lhe-emos sempre o mesmo, com idêntica convicção.
Os seus olhos pequeninos hão-de percorrer sucessivamente cada figura, como quem estuda para o exame do dia seguinte. Talvez esse estudo adie a hora de dormir ou talvez o ajude a acreditar que os sonhos podem mesmo ser realizados.


Imagem da Zara Home (daqui)

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Quando as luzes se apagaram


Começou um novo ano, os fogos de artifício terminaram e apagaram-se as luzes. A sequência dos acontecimentos repete-se ano após ano, assim como se repete a esperança de que vamos conseguir ser (ainda) mais felizes. 
Na certeza firme de que a Tal felicidade está nas pequenas coisas, preparei chá e comi scones com (muito!) doce.