segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O meu Catboy é melhor que o original



Propus-lhe muitas outras opções para o disfarce de carnaval. Ficou reticente quanto a todas... apenas mostrou algum interesse pelo de polvo. Por fim decidiu que o que queria mesmo era ser um Catboy (dos PJMasks, ou “Vijeimax” nas palavras do próprio). Antes de deitar as mãos à cabeça perante aquela ideia tão disparatada, quanto difícil de concretizar, mergulhei na internet, muni-me de feltro e abasteci-me de paciência.
Não aprecio super-heróis, mas nestes assuntos tenho uma postura semelhante àquela que tenho em relação aos doces: se é para ele comer, pelo menos que seja eu a fazê-los! Assim sempre posso evitar algum excesso.



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

"A pintura para mim não é um passatempo, é uma exigência."

As aulas de pintura que tive na adolescência eram momentos mágicos. Costumava chegava ao atelier a meio da tarde e por lá ficava até escurecer. Por vezes íamos para a beira do Tejo desenhar com pequenos pauzinhos de carvão. Quando a mão fugia, apagávamos com miolo de pão!
Lembro-me que a minha professora não gostava particularmente da palavra inspiração. "A pintura para mim não é um passatempo, é uma exigência.", dizia sempre. A mão e os olhos precisam de ser educados.
O porte elegante, porém austero e despojado, da Maria Lucília Moita sentada em frente ao cavalete e o cheiro dos óleos inebriavam-me. As cores que usava não eram vibrantes, mas eram verdadeiras, cruas. A natureza que mais gostava de pintar não era feita de flores e passarinhos, era feita de velhos troncos de oliveira e de pedras gastas pelo tempo.  O atelier onde generosamente me ensinou a pintar (e a olhar) não fazia parte deste mundo e o que lá aprendi foi tanto.

"Casas Brancas de Carreiras" (1972) - Maria Lucília Moita
Auto-retrato - Maria Lucília Moita

Maria Lucília Moita - 1994  


 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A medida dos sonhos

Na ingenuidade dos quatro anos diz que quer ser um “paleontólogo de sucesso” e nós respondemos-lhe que pode ser o que quiser, basta esforçar-se para isso. A resposta que lhe damos pode ser também ela um pouco ingénua, mas dir-lhe-emos sempre o mesmo, com idêntica convicção.
Os seus olhos pequeninos hão-de percorrer sucessivamente cada figura, como quem estuda para o exame do dia seguinte. Talvez esse estudo adie a hora de dormir ou talvez o ajude a acreditar que os sonhos podem mesmo ser realizados.


Imagem da Zara Home (daqui)

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Quando as luzes se apagaram


Começou um novo ano, os fogos de artifício terminaram e apagaram-se as luzes. A sequência dos acontecimentos repete-se ano após ano, assim como se repete a esperança de que vamos conseguir ser (ainda) mais felizes. 
Na certeza firme de que a Tal felicidade está nas pequenas coisas, preparei chá e comi scones com (muito!) doce.




quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Serenity

Sobre uma das cores do ano, escrevo um dos objectivos que tracei para 2016: "Create something every day".
Serenity é o nome perfeito para esta cor.



quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Por falar em calendários...

Ao olharmos para o calendário do novo ano, vemos a esperança que depositamos nos dias que estão para vir e que hão-de passar num ápice, como passam sempre.
Entre os calendários mais bonitos que encontrei no Pinterest, seleccionei alguns que podemos imprimir no conforto da nossa casa e saltar para as nossas paredes num instante.

Bom 2016!

Imagem daqui: http://sodapop-design.de/2015/10/kalender-printable/ - Download gratuito

Imagem daqui: https://shortstopdesigns.files.wordpress.com/2015/12/calendar-blog-2016.pdf - Download gratuito

Imagem (by Idlewild) daqui: http://www.apartmenttherapy.com/best-wall-calendars-of-2016-226124?crlt.pid=camp.4437A1ara7T8 - Vários calendários para download (pagos)







terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Longe de tudo e de todos

Em jeito de preparação para o Natal, antes de povoar a cozinha com pacotes de açúcar e cheiro a canela, passámos uns dias numa pequena casa de madeira, longe de tudo e de todos, apenas nós e a natureza. Foi o momento para respirar fundo, ouvir a queda de água que corria junto da janela e escorregar nas folhas húmidas dos castanheiros.

Não sabia bem ao que ia, mas felizmente lembrei-me de levar a minha velinha caixa de aguarelas. Quando nada temos, a não ser aquilo que a natureza nos dá, agarramo-nos a ela.

Pintar com a ajuda da luz de uma pequena vela é tão difícil, quanto inspirador!