quarta-feira, 29 de abril de 2015

A vida numa fatia de bolo de limão



Dar uma dentada neste bolo de limão é saborear o amargo e o doce no mesmo momento. Se olharmos para a vida como se fosse um bolo de limão e se a apreciarmos da mesma forma, sabemos que quando chegarmos ao fim da primeira fatia, vamos ter vontade de comer outra.

A receita deste Bolo de Limão:

Começar por aquecer o forno a 180º.
Bater 200g de manteiga com 200g açúcar, juntar a raspa de dois limões e 4 ovos inteiros.  Acrescentar um iogurte grego e 100 ml de leite, bater mais um pouco e juntar 150g de farinha de trigo, 150g de farinha de arroz e uma colher de sobremesa de fermento em pó. Voltar a bater, mas só até todos os ingredientes ficarem bem envolvidos. Por fim, acrescentar o sumo dos dois limões e voltar a envolver.
Levar ao forno durante aproximadamente 45 minutos, numa forma untada e polvilhada de farinha. Depois de desenformar o bolo, polvilhá-lo com açúcar.





segunda-feira, 27 de abril de 2015

Riscas

Tenho andado afastada deste espaço do blog, mas ele não me sai da cabeça. O blog e muitas outras coisas. O problema é exactamente esse. O iPhone começa a dar sinais de falta de memórias, tantas são as fotografias e ideias que tenho acumuladas.

Fotografei esta blusa na Comporta, na Primavera de 2014, depois de a ter comprado já feita e de lhe ter cosido uma renda junto à bainha, tornando-a mais feminina. A intenção era mostrá-la logo, mas primeiro ficou à espera que eu tivesse tempo, depois ficou à espera que voltasse a ser Primavera!
Sempre gostei destas riscas (navy ou marinière). São clássicas, intemporais e frescas. Fazem-me lembrar as barraquinhas das praias do Oeste, os envelopes em que antigamente seguiam as cartas para o estrageiro (havia tantos na casa dos meus avós!), as tendas de circo, a figura do Pablo Picasso, a Madame Chanel.


Imagens daqui


















quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A máquina de costura janta connosco à mesa

A máquina de costura não mora longe. Vive quase em permanência sobre a mesa da sala, janta connosco todos os dias. Os rapazes já nem reclamam, sabem que é ali que gosto de trabalhar, porque estou fora de casa todo o dia. Fechar-me no escritório ao serão e não estar perto deles, seria um enorme sacrifício! A máquina está lá para me lembrar que é urgente voltar a ligá-la, dar-lhe vida para que ela possa dar vida a outras coisas.
Ao lado dela, mas sem posição de destaque, vão surgindo outros materiais que gosto de ter sempre "debaixo d'olho". Uns estão por ali quase sempre, outros de forma mais esporádica, como é o caso das madeiras e das colas. Nenhum deles ocupa o lugar da máquina de costura.

Letras de madeira forradas com tecido (carminhoesimao@gmail.com):


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Presente intemporal ou presente personalizado?

Quando tenho um baptizado, gosto sempre de oferecer uma peça em ouro ou prata. Sei que provavelmente não será muito usada, mas dificilmente perderá o seu valor. Para o baptizado do F. escolhi uns botões de punho em prata que daqui a vinte anos se manterão actuais, mas achei que ele também merecia um presente feito a pensar nele.





quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

DIY em 5 passos

A moldura veio da Area e já foi comprada há algum tempo, mas creio que continua disponível. De qualquer modo, podia ter adaptado a ideia a qualquer outra moldura. Escolhi uma fotografia entre tantas que adoro e um tecido entre tantos que tenho J e pus mãos à obra.
Os passos que segui:
1) Estiquei bem o tecido sob o acrílico frontal da moldura;
2) Cortei o tecido em toda a volta do acrílico, com o auxílio de um cortador rotativo;
3) Já com o rectângulo de tecido cortado, ajustei-o à base da moldura e fixei-o com um pouco de fita-cola de dupla face;
4) Centrei a fotografia no rectângulo e também a fixei com aquela mesma fita-cola;
5) Voltei a colocar o acrílico sobre a base.
Um óptimo ano para todos!
Nota: A fotografia é da Mariana, cujo trabalho não me canso de elogiar.



quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Pensamentos de um dia gelado

Estes últimos dias do ano têm sido demoniacamente gelados. Ontem à noite, quando cheguei a casa cansada e gelada, pensei: "Se fizesse uma almofada de cereais para mim, como aquelas que já fiz por encomenda, é que era!"; era, pois sim, no pretérito imperfeito.
Vou pensar bem naquilo que desejo para o novo ano e acho que vou começar pelo tempo... ah, esquecia-me que isso não posso pedir, tenho que inventar.





sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Branco, encarnado e verde

Já é Natal, respiramos essa magia por todos os poros e o branco, o encarnado e o verde escuro estão por toda a parte.  Projecta-se uma noite que passa tão rapidamente como as outras e não deixa por isso de ser a mais especial de todas.
Entre alguma coisas feitas por mim e outras que me servem de inspiração, vou pintar os próximos posts com cores de Natal.
Uma fita de chucha que fiz há algum tempo e que se enquandra tão perfeitamente nesta época:

Uma coroa de azevinho que coloquei à porta da casa dos meus pais e para a qual bastaram umas quantas ramagens de azevinho dobradas em círculo (Nota: comprei-as numa loja chinesa).


Uma brincadeira divertida, enquanto a Noite não chega
(créditos Fabnfree)

Uma ideia tão gira para embrulhar os presentes e que por si só já é um presente!
(créditos Skootsandcuddles)
Nota: O blog tem outras ideias incríveis para embrulhos!


Etiquetas que dão um jeitão na hora em que os presentes forem distribuídos.
(créditos Sanaeishida)




terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Experiências e "reincidências" culinárias

“Mamã, ainda é finchemana?” – Perguntou o Simão ontem à noite, mesmo antes de se deitar. Um fim-de-semana de três dias onde coube tanta coisa! Passeios, mercados de Natal, mimos, corridas de carrinhos sobre a manta de pêlo quentinho, ensaios com os sapatos feijão que guardamos para os dias especiais, experiências culinárias e “reincidência” culinária.
Sigo muitos cozinheiros e tenho sempre uma lista enorme de receitas por experimentar. Por esse motivo, só nestes últimos três dias experimentei duas receitas fantásticas da Joana Roque, uma Pie de Vaca e Cerveja, e uns espetos de lombinhos de porto com salada de couscous e grão, e uma receita de pão de baunilha recheado com chocolate, da Mafalda Pinto Leite. Reincidi nas panquecas!
Esta receita de pão de baunilha recheado com chocolate foi concretizada de uma forma ligeiramente diferente daquela que a receita indicava. Lembrei-me da técnica de cozer pão dentro de uma panela previamente aquecida no forno bem quente. Usei um tacho de barro, cuja tampa retirei dez minutos antes do termo da cozedura, altura em que salpiquei o pão com um punhado de açúcar mascavado. A partir desse momento acabaram-se as palavras!




terça-feira, 25 de novembro de 2014

Outro Natal! Já?!

Confesso que ainda não estou a experimentar aquele entusiasmo tão típico do Natal. Sei que vai surgir, mas por enquanto continuo a resistir à tentação de fazer a árvore e de decorar a casa a preceito. Há, no entanto, uma vozinha que me pergunta constantemente se o Natal está quase a chegar e quando é que os duendes vão fazer a nossa árvore.
Como não tenho sido assídua por aqui, guardo na gaveta os registos de muitos trabalhos que tenho feito ao longo destes últimos meses. Estas almofadinhas, por exemplo, foram um dos presentes que fiz para oferecer no último Natal e, sem falsas modéstias, ficaram um verdadeiro apetite!  Tinham que sair da gaveta! 


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Capuchinho vermelho

Não sei quantos posts tenho na mente, nem tão pouco sei se todos verão a luz do dia, não sei se terei tempo e meios para fazer/fotografar/costurar/cozinhar/desenhar tudo aquilo que imagino, mas há coisas que tenho mesmo que ir partilhando entre os minutos bem contados dos meus dias.
Os anos da C. já foram há algum tempo… felizmente ficaram as fotografias do bolo que lhe fiz. O capuchinho vermelho faz parte do imaginário infantil há muitas gerações e não há criança que não goste de ouvir esta história. Numa rápida busca pelo tema, encontrei algumas imagens e ideias que podem servir de inspiração.







 
Fonte das últimas quatro fotografias: Pinterest

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Foi no dia em que fez anos

As idas ao fotógrafo no dia do meu aniversário sempre fizeram parte dos festejos. Agora olho para as fotografias que me foram tiradas ano após ano e consigo perfeitamente localizá-las no tempo, gosto tanto disso.
Contrariamente ao que seria de esperar, o dia em que o S. fez três anos não foi quente nem soalheiro, e também não foi menos bonito por isso. O jardim para onde íamos estudar nos tempos de faculdade, ganhou novas cores e brilho com as fotografias da Mariana.
O S. soprou a vela dos três anos junto à cascata, debaixo de chuva miudinha, enquanto protegíamos a chama com as mãos, por fim todos comemos panquecas, que são o seu bolo preferido. A vida é feita destes momentos felizes.
(fotografias de Mariana Megre)





quinta-feira, 25 de setembro de 2014

“Quando for grande quero ser… hum, hum, já sei! ELEFANTE!”

As listas de material escolar crescem com as nossas crianças, de ano para ano são sempre maiores. O dossier era um dos itens da lista deste ano e havia um requisito adicional, teria que ser decorado em conjunto pelos pais e filhos. Eu que tenho sempre a cabeça a fervilhar de ideias, desta vez estava em branco (acontece poucas vezes!).
Mas nesse dia ia na rua com o Simão pela mão, quando começámos a falar sobre profissões. Perguntava ele: “E a mamã o que é?”, “E o papá?”, “Ah, o que é cientista, mamã?”, “Quando for grande quero ser… hum, hum, já sei! ELEFANTE!”. Não podia deixar passar esta!
Desenhei um elefante, recortámo-lo e ele pintou-o com pouca a dedicação para artes que lhe é característica, ao mesmo tempo que piscava o olho aos desenhos animados que passavam na televisão. Juntámos uns recortes de papel ilustrado, washi tape e uns balões em que escrevi a dita conversa. Daqui a uns anos vai ser giro recordar as ideias fantásticas que ele tem aos três anos!
Ah, esquecia-me de acrescentar que com a mesma idade eu queria ser trapezista. Ninguém diria que tenho imensas vertigens!


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Por fim regressámos

Quero guardar a imagem de Taormina como um dos sítios mais bonitos onde já estive. A cidade que não se via ao longe, que parecia quase inacessível, é espantosa e cosmopolita, como há poucas na ilha. As casas pintadas em vários tons de ocre, laranja e rosa estavam quase todas floridas. Ao longe, sempre vigilante, avistava-se o vulcão, e perto, bem perto, o mar de um azul tão intenso, como eu nunca tinha visto.
Um passeio pelas ruelas e escadinhas levou-nos ao teleférico, que por sua vez nos levaria até ao mar.  Embora as praias da Isola Bella sejam de seixos, a recompensa que se tem ao chegar à água é inigualável. Quente e transparente como o cristal, peixes coloridos por todo o lado, ficaria ali de molho para sempre!
Ainda houve tempo para subir ao Etna, o único vulcão em actividade da Europa. A paisagem é negra e imponente, está em constante mutação.
 Parque Arqueológico Neapolis estava bem perto de nós, em Siracusa, por isso mesmo ficou para último. Na versão do pequeno turista que eu levava pela mão, os anfiteatros gregos e romanos serviam para fazer festas de Natal e de final de ano. Eram festas fantásticas, até tinham leões e elefantes! Não o corrigimos, a imaginação serve para isso mesmo.
Chegou finalmente o dia em que a tão desejada viagem de regresso foi marcada. Em menos de nada, os brinquedos de casa voltaram a ser desarrumados e a escola recomeçou.








quinta-feira, 18 de setembro de 2014

"Manicela" à solta na Sicília

Viajar com crianças é um desafio, mas o Simão faz parte da nossa bagagem desde que existe. Nunca lhe negaríamos a oportunidade de abrir os olhos para o mundo. Rapidamente chegámos à conclusão de que viajar com ele pode não ser complicado, afinal há crianças em todo lado!
Sempre foi muito fácil. Enquanto mamava as refeições dele estava permanentemente prontas e aquecidas. Quando deixou de o fazer, começámos a comprar boiões de sopa no supermercado e fruta fresca. Juntando água a ferver aos boiões, eles ficam com uma textura relativamente agradável. Come desde muito cedo fruta com casca e o que ele gosta de comer uns bagos de uva dentro do copo de lavar os dentes!
No entanto, esta última viagem trouxe-nos uma novidade com a qual não contávamos: varicela ("manicela", segundo o próprio). Ao terceiro dia de viagem acordou, olhou-se ao espelho e disse: "Oh não, hoje não estou lindo!"; as borbulhas não engavam. Uma visita ao médico confirmou. Estávamos em Siracusa, felizmente o lado oriental da ilha é definitivamente mais apelativo.
Ortígia é uma pequena ilha, mas curiosamente é o centro de Siracusa, a cidade mais próxima. Tem as lojas mais giras, os melhores sítios onde comer e é lá que mora o mercado da cidade. Lembro-me de um noite quente em que jantámos num restaurante, cuja sala de refeições era um terraço. Esse terraço era enorme repleto de laranjeiras. Era noite e fazia muito calor. Enquanto comíamos pizza e ouvíamos os pedidos num italiano corrido, quase incompreensível, choviam flores de jasmim dentro dos nossos pratos.
Por lá teríamos que continuar até nos deixarem regressar.